O Ministério do Planejamento reduziu de 2% para 1% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Segundo nota divulgada na tarde desta quarta-feira (20) pelo ministério, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano também teve a previsão reduzida de 4,5% para 4,3%, ligeiramente abaixo do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Segundo a nota, o ministério também irá liberar R$ 9,1 bilhões. Desse total, R$ 6 bilhões serão destinados ao programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", e R$ 3 bilhões a despesas obrigatórias dos ministérios. Essa liberação foi possível, segundo o governo, com a redução da meta de superávit primário de 2009, de 2,2% para 1,4% do PIB para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social).
Em nota à imprensa, nesta quarta-feira, detalhando os últimos ajustes feitos ao Orçamento de 2009, o Ministério do Planejamento afirmou que a elevação da projeção de gastos foi possível devido à redução da meta de superávit primário do governo federal, anunciada em abril.
"Essa mudança permitiu o atendimento de várias iniciativas, e compensou a frustração na arrecadação prevista para este ano", afirmou o ministério na nota.
O relatório de receitas e despesas do segundo bimestre também prevê a redução de R$ 9,3 bilhões na arrecadação anual em relação à última previsão feita em março. Segundo o Ministério do Planejamento, a queda foi generalizada em todos os tributos. Contudo o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve maior recuo devido às medidas de desoneração para incentivar a atividade econômica. O Ministério do Planejamento destaca que a programação de despesas para o ano teve uma elevação em razão não só do programa habitacional, mas da liberação de R$ 1 bilhão para os municípios.
O ministério informou que houve uma nova estimativa para os gastos sociais, benefícios previdenciários, seguro-desemprego, abono salarial, benefícios assistenciais da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), e da liberação de crédito extraordinário para o Ministério da Integração Nacional.
Mudanças
Na véspera, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, havia dito a jornalistas que a próxima reprogramação de despesas e receitas orçamentárias do governo preveria uma expansão do PIB de 0,7%.
Mas o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que o número citado pelo ministro era apenas um dos cenários que estavam sendo estudados pela equipe econômica.
"Decidimos colocar 1%", afirmou Barbosa a jornalistas nesta quarta-feira após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados.
"É um cenário ambicioso em relação ao que o mercado está prevendo, mas achamos que é um cenário possível, factível, tendo em vista as medidas que foram adotadas (pelo governo) e o desempenho esperado para o segundo semestre.
No início do ano, o governo afirmava que a taxa de crescimento do PIB a ser buscada era de 4,0%, mas esse número já tinha sido reduzido para 2,0%. O mercado prevê uma retração de 0,49% do PIB, segundo a mediana da última sondagem feita pelo Banco Central.
Segundo Barbosa, o governo prevê que a economia no ano será puxada pelo mercado interno e a construção civil, sob o impacto das obras do Programa de Aceleração do Crescimento e do pacote habitacional.
(Com informações da Reuters e da Agência Estado)
Governo reduz projeção do crescimento da economia para 1%
Postado por
Renato
on 20 de mai. de 2009
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Politica
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